quarta-feira, 29 de abril de 2009

Introdução: O Eu Latente

Bem, tomo partido da iniciativa. A Nova Távola vem com uma proposta diferente a todos que querem se integrar ao campo das idéias. A filosofia pode ser acessível quando esta apresentada sem os jargões ou camuflagens do rebuscamento. Filosofia, pra quem acha enfadonho ou cansativo, —deve olhar ao preceito dela—visa tão somente ao adentrar no mar de pensamentos e esclarecer nossas reflexões,ou seja, nada mais é que um pensamento mais profundo, uma interrogação que coloca um foco visível para que seja dobrado sobre a luz da razão.

Aqui, qualquer interessado com apetite para discorrer sobre as nuances sinuosas do conhecimento, tem espaço para mostrar seu foco. Ninguém tem domínio completo ou é pHD em assunto, e mesmo que fosse, este seria especifico e seria desbalanceado em outras faculdades, mas cabe ao argumento mais comedido e ao embate da tese e antítese o complemento de teorias, cada ser tem experiências para compartilhar e todos, sem discriminação, tem emoções, sonhos, sentidos e aspirações. Além disso, somos seres humanos a procura eterna do eu, a procura de entender o que temos e o que somos.

Pra começar a primeira rodada, começo lançando uma primeira opinião sobre um assunto e mais opções para as próximas sessões. A primeira instância se chama “O Eu Latente”. Vamos sobre ela:

Todos têm uma consciência, mas a maioria não tem ciência é que esta só forma a ponta do iceberg da formação dos pensamentos, uma teia de informação vive embaixo dela, entrelaçada aos sentimentos e sentidos. É como se a consciência fosse simplesmente nosso ponto de análise sobre as reações, é o picadeiro do sentimento, a vontade, o desejo que é latente e constante, e como reage o eu a isso? Como lidamos com as emoções, como trabalhamos e lapidamos o eu? São questões que não são tratadas na escola, quando os alunos aprendem sobre planetas que nunca vão pisar e átomos que nunca vão ver, passam do elementar, vira lixo informativo.

É necessário desbravar as fronteiras das limitações, o conhecimento está na natureza e basta tão somente a consciência pescar o que é preciso para ter ciência das incógnitas do mundo em visão. Nunca o mundo foi tão insaturado de informações, e nunca o mundo ficou tão instantâneo. É a geração miojo, resolvido instantaneamente, mas sem consistência. Contribuir como? Uma resposta simples é enriquecendo as informações com a evidência e fato um do outro, nada melhor do que a informação boca a boca, parte de cada um o potencial de enriquecer a cultura. A vida é escrita pelos seus detalhes, e tudo importa quando somos somente crianças
.”

O assunto atual é: “A falta de tempero emocional”

Porque a sociedade moderna anda tão estática? Como pode haver tédio quando temos tantas opções de divertimento e de escolha? Ai é que está o problema. Existem soluções demais, mas o problema é que quando não existe produto demais com a mesma função, não quer dizer a falta de utilidade?

Explico da seguinte forma e me corrijam se eu estiver errado em qualquer ponto e me esclareçam. Eu vejo que quando um produto é bom, ele se destaca no mercado, quando só existem os inviáveis, aquele que realmente funciona é o único realmente eficiente. Ultimamente, a televisão, a internet e até mesmo a tecnologia tirou o mérito do que vou chamar de ‘O Voyager da Vanguarda’. Mas a diversão é mágica, num momento satisfaz e cativa os olhos, empolga e revigora os sentidos. No outro se enjoa por não flexionar o potencial dos jovens.

Outro ponto é o excesso de informação. Como uma dádiva, a informação está ali, mas sempre esteve ao alcance. Além disso, quem batalha pra se fortalecer e vai atrás do conhecimento, fortalece seus músculos, reverbera sua determinação. Quando hoje, nem é preciso mais saber. Chega um amigo e pergunta ‘O que é ‘taciturno’, o outro, muito esperto, entra no google e ‘Plim’ ao estilo Harry Potter, num passe de mágica! E aprende algo? Não, nem mesmo perfura a epiderme do saber.

O Voyager da Vanguarda lutava e levava tudo como desafio, com uma batalha acirrada que causa uma maior satisfação e não importa o objetivo! Até mesmo uma pedra como aspiração, serve para uma jornada nebulosa e cheia de alegria e bons momentos. Mas quando tirar proveito quando os sentimentos estão anestesiados... Ai, meu caro, vá viver, se arriscar, pois ninguém morre de se aventurar. Mas de ficar sentado esperando o tempo passar.

Isso explica que antes da Geração Coca-Cola, ainda tínhamos rompantes de animação, revoluções, ousadias! Hoje, temos é um manicômio para normais e ai de quem sair da moda! Pois, sair da tecnologia é se excluir e ser um caipira. Quem fazer diferente e considera a normalidade insossa acaba dando de cara com o rótulo e julgamento alheio, mas não existe nenhuma vaia que perdure eternamente, nem aplausos que nos eleve aos céus por tempo demais. Toda aclamação segue também o perigo de vexame. E porque não levar tudo com maestria de um bom humor? Porque se elevar quando se pode afirmar insignificante. Ninguém é velho demais que não possa brincar. Só assim não ficamos ilhados nos próprios sentimentos que nos prendem.

E pra você? Até onde vai a falta de tempero? E como encantar os sentimentos para que eles voem além das fronteiras do cotidiano? Fora das paredes do comodismo e longe da estática do eu anestesiado?

E damos início à primeira etapa.

Pra ajudar nas próximas jornadas, venho com algumas dicas:
-Criatividade em padrão de dieta: A criatividade entrando nos padrões do senso comum, como ela é nutrida atualmente e como é moldada.
-A vida rumo a especificação: Como a vida ficou manufaturada, cada um faz uma coisa e como saciamos o eu todo? Se cada um é especialista, onde vai estar o conhecimento? Fragmentado?
-Jargões no comando: O mundo transitando em codificação, cada grupo em seu linguajar, o mundo segregando a estilos e grupos seletos.
-Religiãp&Ignorância: Como uma interage com a outra e como sua má interpretação resulta em catástrofe.
-O pescador: Homens usam varinhas como conhecimento, que deve ser flexível ao peixe que se pesca, a linha é a tolerância e a isca são os sentimentos. O mar é a mudança, e como lidamos com isso?
-Aprisionamento Mental: Psicotrópicos, Infecção por preocupações, a concentração e o eu como perigo exponencial.
-Ignorância: A auto-violência?
-Óculos Escuros: Como a moral, o ego e a falta de sensibilidade vedam a visão.
-O teor árvore: Somos como árvores? A cada vez perto do céu mais as raizes nos prendem no chão?
-O conhecimento-natureza: O conhecimento é sempre presente como a natureza, e como num barco, fisgamos o alimento do nosso interesse.
-A inteligência como disturbio: Acredita que em relação a normalidade, a inteligência pode ser dada como uma doença?
-O eu e o mundo: A visão e o pensamento, andam juntas?
-Erros: Uma falha de interpretação?
-Escola: Copiadores, ditadores e o entupimento intelectual.
-O nada e a verdadeira personalidade: Como não se ater a limites e padrões podem expor nosso verdadeiro eu.
-Sentimentos: Gatilhos reacionais?