Bem, tomo partido da iniciativa. A Nova Távola vem com uma proposta diferente a todos que querem se integrar ao campo das idéias. A filosofia pode ser acessível quando esta apresentada sem os jargões ou camuflagens do rebuscamento. Filosofia, pra quem acha enfadonho ou cansativo, —deve olhar ao preceito dela—visa tão somente ao adentrar no mar de pensamentos e esclarecer nossas reflexões,ou seja, nada mais é que um pensamento mais profundo, uma interrogação que coloca um foco visível para que seja dobrado sobre a luz da razão.
Aqui, qualquer interessado com apetite para discorrer sobre as nuances sinuosas do conhecimento, tem espaço para mostrar seu foco. Ninguém tem domínio completo ou é pHD em assunto, e mesmo que fosse, este seria especifico e seria desbalanceado em outras faculdades, mas cabe ao argumento mais comedido e ao embate da tese e antítese o complemento de teorias, cada ser tem experiências para compartilhar e todos, sem discriminação, tem emoções, sonhos, sentidos e aspirações. Além disso, somos seres humanos a procura eterna do eu, a procura de entender o que temos e o que somos.
Pra começar a primeira rodada, começo lançando uma primeira opinião sobre um assunto e mais opções para as próximas sessões. A primeira instância se chama “O Eu Latente”. Vamos sobre ela:
“Todos têm uma consciência, mas a maioria não tem ciência é que esta só forma a ponta do iceberg da formação dos pensamentos, uma teia de informação vive embaixo dela, entrelaçada aos sentimentos e sentidos. É como se a consciência fosse simplesmente nosso ponto de análise sobre as reações, é o picadeiro do sentimento, a vontade, o desejo que é latente e constante, e como reage o eu a isso? Como lidamos com as emoções, como trabalhamos e lapidamos o eu? São questões que não são tratadas na escola, quando os alunos aprendem sobre planetas que nunca vão pisar e átomos que nunca vão ver, passam do elementar, vira lixo informativo.
É necessário desbravar as fronteiras das limitações, o conhecimento está na natureza e basta tão somente a consciência pescar o que é preciso para ter ciência das incógnitas do mundo em visão. Nunca o mundo foi tão insaturado de informações, e nunca o mundo ficou tão instantâneo. É a geração miojo, resolvido instantaneamente, mas sem consistência. Contribuir como? Uma resposta simples é enriquecendo as informações com a evidência e fato um do outro, nada melhor do que a informação boca a boca, parte de cada um o potencial de enriquecer a cultura. A vida é escrita pelos seus detalhes, e tudo importa quando somos somente crianças.”
O assunto atual é: “A falta de tempero emocional”
Porque a sociedade moderna anda tão estática? Como pode haver tédio quando temos tantas opções de divertimento e de escolha? Ai é que está o problema. Existem soluções demais, mas o problema é que quando não existe produto demais com a mesma função, não quer dizer a falta de utilidade?
Explico da seguinte forma e me corrijam se eu estiver errado em qualquer ponto e me esclareçam. Eu vejo que quando um produto é bom, ele se destaca no mercado, quando só existem os inviáveis, aquele que realmente funciona é o único realmente eficiente. Ultimamente, a televisão, a internet e até mesmo a tecnologia tirou o mérito do que vou chamar de ‘O Voyager da Vanguarda’. Mas a diversão é mágica, num momento satisfaz e cativa os olhos, empolga e revigora os sentidos. No outro se enjoa por não flexionar o potencial dos jovens.
Outro ponto é o excesso de informação. Como uma dádiva, a informação está ali, mas sempre esteve ao alcance. Além disso, quem batalha pra se fortalecer e vai atrás do conhecimento, fortalece seus músculos, reverbera sua determinação. Quando hoje, nem é preciso mais saber. Chega um amigo e pergunta ‘O que é ‘taciturno’, o outro, muito esperto, entra no google e ‘Plim’ ao estilo Harry Potter, num passe de mágica! E aprende algo? Não, nem mesmo perfura a epiderme do saber.
O Voyager da Vanguarda lutava e levava tudo como desafio, com uma batalha acirrada que causa uma maior satisfação e não importa o objetivo! Até mesmo uma pedra como aspiração, serve para uma jornada nebulosa e cheia de alegria e bons momentos. Mas quando tirar proveito quando os sentimentos estão anestesiados... Ai, meu caro, vá viver, se arriscar, pois ninguém morre de se aventurar. Mas de ficar sentado esperando o tempo passar.
Isso explica que antes da Geração Coca-Cola, ainda tínhamos rompantes de animação, revoluções, ousadias! Hoje, temos é um manicômio para normais e ai de quem sair da moda! Pois, sair da tecnologia é se excluir e ser um caipira. Quem fazer diferente e considera a normalidade insossa acaba dando de cara com o rótulo e julgamento alheio, mas não existe nenhuma vaia que perdure eternamente, nem aplausos que nos eleve aos céus por tempo demais. Toda aclamação segue também o perigo de vexame. E porque não levar tudo com maestria de um bom humor? Porque se elevar quando se pode afirmar insignificante. Ninguém é velho demais que não possa brincar. Só assim não ficamos ilhados nos próprios sentimentos que nos prendem.
E pra você? Até onde vai a falta de tempero? E como encantar os sentimentos para que eles voem além das fronteiras do cotidiano? Fora das paredes do comodismo e longe da estática do eu anestesiado?
E damos início à primeira etapa.
Pra ajudar nas próximas jornadas, venho com algumas dicas:
-Criatividade em padrão de dieta: A criatividade entrando nos padrões do senso comum, como ela é nutrida atualmente e como é moldada.
-A vida rumo a especificação: Como a vida ficou manufaturada, cada um faz uma coisa e como saciamos o eu todo? Se cada um é especialista, onde vai estar o conhecimento? Fragmentado?
-Jargões no comando: O mundo transitando em codificação, cada grupo em seu linguajar, o mundo segregando a estilos e grupos seletos.
-Religiãp&Ignorância: Como uma interage com a outra e como sua má interpretação resulta em catástrofe.
-O pescador: Homens usam varinhas como conhecimento, que deve ser flexível ao peixe que se pesca, a linha é a tolerância e a isca são os sentimentos. O mar é a mudança, e como lidamos com isso?
-Aprisionamento Mental: Psicotrópicos, Infecção por preocupações, a concentração e o eu como perigo exponencial.
-Ignorância: A auto-violência?
-Óculos Escuros: Como a moral, o ego e a falta de sensibilidade vedam a visão.
-O teor árvore: Somos como árvores? A cada vez perto do céu mais as raizes nos prendem no chão?
-O conhecimento-natureza: O conhecimento é sempre presente como a natureza, e como num barco, fisgamos o alimento do nosso interesse.
-A inteligência como disturbio: Acredita que em relação a normalidade, a inteligência pode ser dada como uma doença?
-O eu e o mundo: A visão e o pensamento, andam juntas?
-Erros: Uma falha de interpretação?
-Escola: Copiadores, ditadores e o entupimento intelectual.
-O nada e a verdadeira personalidade: Como não se ater a limites e padrões podem expor nosso verdadeiro eu.
-Sentimentos: Gatilhos reacionais?
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Lacan tinha uma metáfora interessante pra importância da psicanálise. Dizia que o cara entrava para as sessões como um semi-circulo. E que durante toda a vida sempre quis preencher esse semi-círculo, com a “outra metade”. O cara compra um All Star quadriculado da moda na tentativa de suprir esse vácuo, e durante algum tempo isso parece funcionar. Então um outro dia ele percebe que o All Star quadriculado não preenchia o circulo dele corretamente, então ele vai a busca de outra forma de faze-lo. Assim é o cara também que consegue uma nova namorada. “Ela é a minha outra metade”, faz tudo por ela e eventualmente essa relação é recíproca. Com o tempo de namoro eles percebem que o círculo não se fecha perfeitamente. E ainda que relativo ao All Star, essa menina tenha preenchido o vazio de maneira mais duradoura, vai haver um dia que ele encarará a dura realidade que ela não é sua “outra metade”.
ResponderExcluirO que o Psicanalista sugere é que o “Eu”, (durante as sessões) vá afunilando esse semi círculo e que a perfeição é quando os dois extremos se encontram. Não me lembro bem se Lacan defendia que um paciente nunca tinha alta da análise, ou se era a corrente freudiana que dizia isso, em todo caso o cara é tão mais bem resolvido quanto for capaz de se auto-bastar. Mas ai que tá a questão, isso deve ser a meta de todo mundo, se auto-bastar? Será que é possível pro cara não precisar de ninguém sem precisar se reprimir de alguma maneira? Eu sou da opinião que esse afunilamento funciona até determinado ponto, em que o cara vira uma espécie de semi-elípse. Qualquer curvamento depois disso é feito de forma artificial, em que ele precisa se fechar pra qualquer tipo de sentimento não seja sentido, como uma carapaça impermeável.
Quanto a lapidação do Eu, acho que muitas vezes o cara leva em conta aquilo que ele gostaria de ser. Ou melhor, aquilo que ele reconhece como modelo, entretanto quando se vê afrontado de alguma forma ou numa posição vulnerável ele pode se descobrir outra pessoa. Essa menos digna do que a imagem orgulhosa que fazia de si mesmo. Mas será que esse cara é ele mesmo? Acho ele é os dois, e durante a vida agente deve ir lapidando quem nos somos. Nesse altos e baixos que ocorre verdadeiramente a nossa evolução como pessoa. É que o cara precisa ser Dionísio e questionar a validade de suas crenças pra depois voltar a ser Apolo de novo. Se o cara se fecha a qualquer tipo de crise, como sugeria Lacan ele fica estático. Então ele acaba se tornando um desses fundamentalistas ai...
“O Voyager da Vanguarda lutava e levava tudo como desafio, com uma batalha acirrada que causa uma maior satisfação e não importa o objetivo! Até mesmo uma pedra como aspiração, serve para uma jornada nebulosa e cheia de alegria e bons momentos. Mas quando tirar proveito quando os sentimentos estão anestesiados... Ai, meu caro, vá viver, se arriscar, pois ninguém morre de se aventurar. Mas de ficar sentado esperando o tempo passar.
Isso explica que antes da Geração Coca-Cola, ainda tínhamos rompantes de animação, revoluções, ousadias! Hoje, temos é um manicômio para normais e ai de quem sair da moda! Pois, sair da tecnologia é se excluir e ser um caipira. Quem fazer diferente e considera a normalidade insossa acaba dando de cara com o rótulo e julgamento alheio, mas não existe nenhuma vaia que perdure eternamente, nem aplausos que nos eleve aos céus por tempo demais. Toda aclamação segue também o perigo de vexame. E porque não levar tudo com maestria de um bom humor? Porque se elevar quando se pode afirmar insignificante. Ninguém é velho demais que não possa brincar. Só assim não ficamos ilhados nos próprios sentimentos que nos prendem.”
Bravo, muito bom, mas ai cabe a mim fazer minhas considerações. Creio eu que não é a falta de Revoluções (ou tentativas) que é o problema, é que os reacionários descobriram uma estratégia promissora. Revolucionário não existe mais, é só entiqueta-los em grupos. É colocar o cara que é marxista junto com o outro que lê Spinoza, porque eles gostam de ler e falam umas coisas inteligentes. Ai eles viram Indie. O Indie é amigo do emo, mas não é bem um emo que também é parecido com outra coisa, e todos eles tem um gosto parecido pra roupa, se você não está se vestindo como lhe convém, um dia irão lhe cobrar por isso. Ai vem a industria da moda e começa a vender uma coisa sob rótulo underground, alternativo ou qualquer ilusão dessas. Hoje em dia com o advento da internet, do mp3 e do Ipod, tu tem acesso a qualquer tipo de música. É só tu escutar uma Radio.fm e tu tá em contato com uma banda finlandesa que ninguém conhece. “Caramba ele escuta musica finlandesa, que legal!!” O cara que leu alguma coisa na vida, que tem algumas citações na ponta da língua, ou que resolveu repetir alguma coisa que ele escutou mas que não tem senso critico, esse cara é Indie também. Até certo grau “revolucionário” é esperado pela sociedade. Por vezes até respeitado, “é bonitinho”, mas ninguém levará muito a sério...
O que deve ser feito é romper a barreira do “bonitinho”, porque é assim que era com os manifestos vanguardistas. “Até hoje a literatura tem exaltado a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono. Queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, a velocidade, o salto mortal, a bofetada e o murro.” (Manifesto Futurista – Marinetti) Se você puder relativizar, generalize. Se tiver uma opinião negativa (ainda que tendendo pra um moderado) sobre uma obra literária em especial, então polemize. Transforme a modinha do Twinlight na último fenômeno teen ( tem que ser teen, porque se for adolescente perde carga defectiva) de descultura e alienação geral da classe-média. Porque eu te garanto que ninguém vai achar isso bonitinho. Vão sentir é raiva. E é assim que tem que ser mesmo porque toda revolução é violenta, o que tu fala tem que entrar na cabeça do outro como uma lâmina, que então ele vai pensar “porra, essa cara é um filha da puta”; pronto, tu já pode ter a sensação de dever comprido, pois sua opinião não é mais codificada e neutralizada como “uma parada inteligente”.